Michely Ascari |
Fotógrafa; Paulistana. |
The Kiss by Gustav Klimt (detail), oil and gold leaf on canvas, 1907–1908
(Source: for-redheads, via tinta-vermelha)
(Source: chudoudorybakit, via tinta-vermelha)
Das cartas de Lygia Clark
“Meu filho,
Você é um ser.
Existe na medida do mundo.
É pouco.
O mundo é a constatação da realidade exterior que te cerca.
É a tua medida inicial.
É o teu começo mas não o teu fim.
É o chão da tua expressividade pois você é um ser vertical.
Para cima do chão há o “invisível”.
Você pode olhar os seus pés mas não a sua própria imagem.
Esta você a percebe.
Na verticalidade está a medida da sua procura.
Quando você aceitar a simples constatação da vida, aí sim, será o seu começo.
O primeiro sentimento será de perda pois tudo que cai na constatação é vivido como ganho.
Tudo adquirido como perda até a integração absoluta do “o percebido” no seu interior.
É a própria dinâmica da vida: perde-ganha.
Quando você se sentir no mais absoluto desespero você está sendo salvo.
Solte e aceite a tua intuição que te levará a uma aparente solução – solução esta sempre provisória.
Aceite o provisório pois jamais o processo pode parar.
A vida pode vir a ser uma realidade extraordinária desde que você esteja voltado para sua procura interior.
Não há realidade independente do “interior de si”.
Desconfie das coisas claras, a pureza é descoberta dentro da maior conturbação de uma crise. É o ponto luminoso dentro da maior escuridão.
O teu corpo meu filho, é o veículo da tua vivência.
Não o impeça de florir por nada. Cuide dele como você cuida do teu carro.
Toda a tua riqueza interior vai suá-lo, sujá-lo, e até sangrá-lo.
Quando ele estiver gasto externamente você mesmo estará mais inteiriço e completo interiormente.
Você o despirá um dia como a crisálida deixa o casulo.
Ai de você se neste momento você é ainda o início não elaborado pois aí você vai saber que esteve permanentemente morto em vida.
de Lygia Clark, 1970.”
H . O .
A group of dancers perform at the Mississippi State College for Women, 1937.
Photograph by J. Baylor Roberts, National Geographiclove this.
xx
laia.
(via falso-graal)
Sunrise, 1999
(Source: dyingyoungbeingwild, via hianna)
No desistimos.
Inglourious Basterds (2009)
(via observando)
Henri de Toulouse-Lautrec
In the bed (Dans le Lit), c. 1892, oil on cardboard mounted on wood parquet, ~21 x 27.5 in.
In...